sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Música e Saúde


Há um ditado popular que é o seguinte: “Quem canta seus males espanta.” Sabemos que  muitos concordam com isso. Mas porque esse ditado pode ser considerado verdadeiro? Observe, muitas vezes quando cantamos, tocamos, batucamos... alguma música é porque ela relata um pouco da nossa vida ou de algum momento que passamos, e quando você canta não seria uma maneira de querer se expressar, se comunicar com o mundo? Sim, com certeza sim!Além disso uma música animada, motiva a pessoa, a  ter  uma  maior  disposição para  praticar  exercício físico, e enquanto a música mais lenta motiva as pessoas a ficarem mais tranquilas, calmas e reflexivas.  Então, percebe-se que a música é uma forma de linguagem que além da informação e da utilização da voz  acrescentar-se  melodias, instrumentos musicais e outros artifícios, para expressar algo à você mesmo(comunicação intrapessoal) ou as pessoas. Sim, vamos lá o que está querendo ser expressado nessa palavra “males”, do ditado abordado nesse texto é o mesmo que tristeza, pensamentos negativos..., Então se a música pode motivar alguém,  logo seu estado psicológico será afetado, Pode-se concluir que existe uma  sintonia entre a música e a saúde. Além desses exemplos citados,  foi criado em 1944, na Universidade Estadual de Michigan a musioterapia que tem por  objetivo  desenvolver potencias, restaurar funções de saúde do indivíduo através de reabilitação, prevenção e tratamento. A musioterapia trás vários benefícios, pois o treinamento musical estimula a memória, a atenção e a agilidade motora.

Tainara Rodrigues

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Propaganda de Medicamentos no Brasil - um discurso pra lá de persuasivo!

                                             

Há tempos alguns questionamentos fazem parte da vida dos brasileiros, sobretudo daqueles que se preocupam com a saúde desse povo.
 O medicamento deve ser considerado um, produto industrial submetido às lógicas comerciais de modo que a demanda social criada induza o seu consumo?
 Medicamento é mercadoria comum? Doente pode ser visto como um consumidor qualquer?
Farmácia é supermercado? ‘’Vale tudo’’ na propaganda de medicamentos para se vender mais?
 A resposta mais lógica a todos esse questionamentos seria: NÃO. Mas não é bem assim que acontece no Brasil.
 A falta de ética faz com que a população brasileira seja grande vítima da saúde. A indústria farmacêutica, que investe milhões em pesquisas buscando a cura das pessoas, é a mesma que não mede esforços ao recorrer a todo tipo de marketing e propaganda para esvaziar as das prateleiras das farmácias.
 Em quem confiar? Se até mesmo grande parte dos pesquisadores e médicos questiona-se, com os altos investimentos em centros de pesquisa, patrocinado pela indústria farmacêutica?
 Como se não bastasse o poder da indústria farmacêutica em altos investimentos de marketing, ela encontra como parceira a mídia de massa, que legitima algumas informações e divulga muitas vezes, sem responsabilidade, medicamentos a leigos, que não deveriam receber determinada informação sem orientação do profissional da saúde.
 Mas existe preocupação na questão da venda dos medicamentos para curar determinada doença, alguns especialistas têm se preocupado com a questão da venda desenfreada de medicamentos causada pelo próprio uso desnecessário de medicamentos, ou seja, de substâncias utilizadas em alguns medicamentos que geram dependência, até mesmo no caso das doenças de fundo psicológico,que em algumas pesquisas comprovou a eficácia do placebo (a pílula constituída de farinha). A ausência do médico, ou o pouco tempo de dedicação do mesmo ao paciente pode gerar um estímulo ao consumo de determinado medicamento. Dez minutos de consulta e diversas prescrições médicas, podem acelerar o processo de automedicação.
 O marketing da dor não deixa dúvidas quanto aos altos investimentos em propaganda. O discurso persuasivo da propaganda de medicamentos está presente na mídia de massa através de frases, expressões, enfim palavras que produzem efeitos fantásticos, principalmente quando repetimos em: rádios, emissoras de televisão, revistas, outdoors e até no material de ponto de venda das farmácias e drogarias; nas revistas semanais, destaca na capa a chegada de novas drogas que prometem curas milagrosas; no rádio, patrocinando os locutores líderes de audiência e programas jornalísticos de muita credibilidade, nos outdoors anunciando anti-stress, vitaminas, xaropes e fortificantes; na televisão, com os testemunhais de artistas famosos interpretando papel persuasivo e médicos utilizando sua própria imagem para propagar determinado medicamento.
 As estratégias mercadológicas utilizadas pela indústria vão desde visitas de propagandistas aos consultórios, farmácias, drogarias e hospitais, à distribuição de brindes e premiação aos envolvidos diretamente na venda dos medicamentos: farmacêuticos e balconistas.
As promessas de cura se multiplicam e a sensação de reagir a elas é de total impotência.
Mas vale destacar uma herança histórica e cultural. Ao pesquisar a história da propaganda no Brasil, nota-se que os primeiros anunciantes potencialmente conhecidos, foram os medicamentos. Dos cartazes em bondes, aos primeiros anúncios de revistas , a promessa de cura sempre acompanhou a propaganda de medicamentos.
 Mesmo hoje, com fiscalização, com o controle da ANVISA, ainda há de se preocupar com a linguagem persuasiva utilizada na propaganda de medicamentos de venda livre. ‘’Tomou Doril, a dor sumiu’’ é uma frase de efeito, portanto um slogan que envolve uma série de implicações, não apenas éticas, já que se trata de medicamento e não de mercadoria comum, mas de um discurso que envolve promessa.
 As palavras, quando utilizadas na propaganda de medicamentos, deveriam assumir um compromisso com o consumidor, provável doente, fragilizado! O fato de ser utilizada como instrumento persuasivo não anula a responsabilidade com o social.

fonte:http://www.comunicasaude.com.br/revista/02/artigos/artigo8.asp
Paula Renata Camargo de Jesus, doutorada em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP e pesquisadora em Comunicação e Saúde. Professora das universidades: UNISANTA, de Santos e IMES, de São Caetano do Sul/ Brasil.
Postada por Taingred

sábado, 13 de novembro de 2010

O discurso informativo e a sua interação com a saúde

 Os mais importantes princípios a serem aplicados ao discurso informativo incluem definir um objetivo ou propósito, motivar os membros da audiência a escutar, enfatizando os pontos importantes, organizar, sustentar e elaborar o discurso e gerar envolvimento da audiência.
 Na área da saúde o discurso informativo é muito importante, principalmente para a transmissão de conhecimentos e informações.

Veremos agora um exemplo de discurso informativo aplicado ao tema saúde:
O discurso de Horácio Toro, Representante OPAS/OMS, na Caminhada do Dia Mundial da Saúde.

Senhoras e Senhores,
Bom dia!

 O Dia Mundial da Saúde é um dia especial para todos que trabalham por uma qualidade de vida melhor das populações. É o dia do aniversário da Organização Mundial da Saúde. Há 56 anos este esforço de mais de 190 países iniciava-se, liderado por dois países: a China e o BRASIL.O Brasil que participa ativamente a cada ano, quando um tema importante para a saúde pública é escolhido para lembrar a data. Hoje, em muitas cidades desse imenso país, muitos como nós estão nas ruas para lembrar que o trânsito é feito de pessoas e que devemos valorizar a vida.
 O Dia Mundial da Saúde não é um momento só para chamar a atenção de alguns problemas, mas também, para alavancar respostas de questões importantes que muitas vezes ficam fora de alguma agenda de prioridades.

Através do trecho deste discurso realizado na caminhada do Dia Mundial da Saúde, é possível observar um exemplo de discurso informativo, onde é informado à população a importância deste dia em nossas vidas.

Fonte: Editado por comunicação e saúde, com bases no livro Comunicação Humana de Ronald B. Adler e George Rodman e no site: http://www.opas.org.br/mostrant.cfm?codigodest=209

terça-feira, 9 de novembro de 2010

AIDS: falta diálogo entre médico e paciente



 
           Um estudo envolvendo duas mil pessoas com vírus HIV no mundo, afirma que o tratamento dos pacientes é prejudicado devido a falta de diálogo dos médicos com os portadores. Os entrevistados fizeram reclamações sobre os efeitos colaterais dos medicamentos, ao impacto negativo que eles causam em suas vidas e a falta de discussão com os médicos sobre assuntos relacionados ao bem-estar, como por exemplo, novas formas de tratamento.
           Associação Internacional de Médicos no Atendimento à Aids (Iapac, na sigla em inglês), realizou a Pesquisa sobre Tratamentos de Longo Prazo de Aids em Âmbito Global 2010,  e mostrou  que os médicos  não atendem  a doenças crônicas e efeitos colaterais dos medicamentos durante as consultas.
          Os dados afirmam que 51% dos entrevistados disseram nunca ter tido esse tipo de conversa com seus médicos, sendo que 64% deles relataram sofrer de insônia, incômodos gastrointestinais e hepatites, e é valido ressaltar  que alguns medicamentos antirretrovirais podem, inclusive, agravar alguns quadros se não forem prescritos de forma correta.
        O estudo foi realizado com pacientes dos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Rússia, Espanha, Reino Unido, Austrália, Coréia, Costa do Marfim e da África do Sul, além do Brasil, e mostrou  que a AIDS deixou de ser vista como uma doença fatal, e passou a ser apontada  como uma doença crônica de longo prazo, na qual um dos principais problemas, hoje, é  em relação aos tratamentos dos efeitos colaterais.
         “Muitos pacientes, subjulgando a importância de estar ciente da gravidade de sua doença e formas de tratamento mais adequado, têm vergonha de esclarecer as dúvidas com o médico, e desconhecem o direito que possuem ao acesso à informação detalhada sobre sua saúde”, completa a farmacêutica Carolina Marlien, tutora do Portal Educação.


 





segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Você sabe o que seu tom de voz pode indicar?



Depressão é um dos problemas mais frequentes em nossos tempos, afetando cerca de 6% das pessoas, sobretudo as mulheres. Há muito tempo, sabe-se que a pessoa deprimida fala de maneira peculiar. A fala é lenta, e a voz é baixa.Falar nos põe em contato com o mundo, um contato que é absolutamente vital do ponto de vista de nosso equilíbrio emocional, e mais, serve para transmitir também nossas emoções. Um estudo feito por pesquisadores americanos mostrou que o tom da voz pode ativar, na pessoa que escuta, diferentes regiões cerebrais; assim, uma voz “alegre” ativa a amígdala, que é um conhecido centro das emoções.
A técnica conhecida como análise das emoções na fala utiliza vários recursos adicionais para avaliar esse componente emocional: por exemplo, a raiva produz alterações na respiração que podem ser percebidas pelo interlocutor. Para avaliar com mais precisão, existem métodos acústicos com softwares específicos. E, claro, essas coisas resultam em conclusões práticas: existem hoje treinamentos para palestrantes, ensinando-os a modular o tom de voz de maneira a “conquistar” seu público.É bom que a pessoa deprimida se dê conta desses fatos. Assim como a postura corporal (cabeça erguida, tronco ereto) pode nos dar mais confiança e dignidade, o tom de nossa voz permite uma melhor expressão de nossas emoções, uma melhor comunicação e principalmente um melhor entendimento do ouvinte, pois ouvir não é um processo natural exige esforço e disposição e envolve 4 estágios que são: estar presente, compreensão, resposta e lembrança.


Editado por Tainara Rodrigues com bases no texto do escritor Moacyr Scliar.

domingo, 7 de novembro de 2010

Você Pode me Ouvir, Doutor?



A conversa com o paciente não pode ser dispensada e hoje, a grande maioria dos médicos, não têm tempo nem de olhar para o paciente.


O título é mais que sugestivo, um livro organizado pelos doutores Álvaro Jorge Madeiro Leite, professor adjunto de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade do Ceará, e pelo médico geriatra João Macedo Coelho Filho, da mesma universidade.
Publicada pela Editora Saberes, de Campinas (SP) e prefaciada por Adib Jatene, grande cirurgião cardiovascular e ex-ministro da Saúde, a obra reúne ensaios de médicos, educadores, intelectuais, jornalistas, redigidos sob a forma de cartas para um jovem médico.

Fica claro que esta pergunta, que sugere incerteza, ansiedade, resulta também de uma certa frustração. E é uma questão crucial na prática da medicina em nossos dias e em nosso país. Uma prática que, em primeiríssimo lugar, chegou a um nível de excelência nunca sonhado na história da humanidade. Nunca a medicina curou tantos doentes, nunca salvou tantas vidas, nunca foi tão eficaz na prevenção. E, no entanto não são poucas as queixas em relação ao atendimento médico: basta ler jornais, basta escutar rádio ou assistir à TV para constatá-lo.

Grandes partes destas queixas resultam do alto custo dos cuidados médicos, nos quais o componente tecnológico é agora componente fundamental. Uma outra e importante razão é a desorganização dos serviços, tanto os públicos quanto os privados. Mas temos também um fator relacionado ao nosso atual estilo de vida moderno e que é mencionado em vários dos ensaios do livro. Um fator que gira em torno do verbo “ouvir”.

Já repararam como ficou difícil ser ouvido? A gente liga para um serviço qualquer e recebe de volta uma mensagem gravada, que nos remete para tal ou qual número, um processo que pode levar muito tempo e no qual não conseguimos falar com nenhum ser humano. A clássica explicação é a da falta de tempo, e isto atinge também a prática médica, com resultados negativos. Coisa paradoxal, porque todo estudante aprende, na faculdade, que o exame clínico começa por algo chamado anamnese, que é a narrativa, pelo paciente, do problema que o trouxe à consulta e de outros antecedentes que possam colaborar para o diagnóstico. Mais: a anamnese resulta num vínculo emocional que tem, por si só, valor terapêutico. Não são poucos os pacientes que afirmam se sentir melhor com a simples presença do médico.

Faz todo o sentido, portanto, a afirmação de Adib Jatene: “O médico não pode permitir que as máquinas o substituam. Não pode limitar o tempo da consulta, refugiar-se na solicitação de exames e encurtar a anamnese. Que a tecnologia não substitua o raciocínio clínico, que a eficiência não se contraponha ao afeto.” Palavras de um mestre, que os responsáveis por serviços médicos, públicos e privados deveriam considerar como diretriz básica; e, de outra parte, resposta mais do que adequada à pergunta que, na medicina, não quer calar, não deve calar: “Você pode me ouvir, doutor?”

Fonte: Editado por Taingred Gonçalves com bases no site:http://www.blogdocatarino.com/2010/10/dia-do-medico-voce-pode-me-ouvir-doutor.html#ixzz14ebt01Zu

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Automedicação e comunicação

        A automedicação atualmente é um problema sério que vem sendo discutido entre os profissionais de saúde, na mídia.
       A automedicação permite as pessoas com doenças corriqueiras ou sérias poderem se tratar por decisão própria , sem consulta médica, assumindo a responsabilidade do tratamento comprando o remédio que lhe parecer eficaz.
      A propaganda dos medicamentos veiculada de forma abusiva nos meios de comunicação se constitue um dos principais incentivos a prática da automedicação. Além de influenciar no autoconsumo influencia também na prescrição médica, muitos profissionais de saúde acabam receitando certos medicamentos influenciados pela propaganda.
       Outro fator agravante para a automedicação surge nas conversas com amigos, familiares que porque tomaram certo remédio para determinada dor por exemplo e melhorou indica para outra pessoa com sintoma semelhante.
        Assim, a automedicação tem suas causas muitas das vezes na comunicação diária e nos meios de comunicação trazendo sérios riscos a saúde.

Postado por: Edielan